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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

XV Encontro da Cultura Negra

Está chegando o XV Encontro da Cultura Negra em Paraty!



O evento se realizará no Quilombo Campinho da Independência nos dias 22, 23 e 24 de Novembro com uma extensa programação cultural, recreacional e gastronômica!

O Quilombo tem uma linda história e continua sendo lugar de moradia e da atividade econômica de cerca de 150 famílias quilombolas.

Praticam agricultura sustentável nessas terras, além de produção de artesanato, farinha e etc.

Aproveita a oportunidade!

Para mais informação sobre o Quilombo e o Evento, pode clicar aqui.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Candombe em Paraty - Grupo Ilú Ayiê

Nascido no Uruguai, o Candombe é uma manifestação de um extenso grupo linguístico africano chamado Bantú. Os Bantús pouco têm em comum racial e culturalmente, mas sofreram o mesmo infortúnio, de serem arrancados de sua terra natal e trazidos à força para a América Latina, onde foram vendidos e explorados como escravos.

A palavra Candombe significa, entre outras coisas, dança negra e evoca os rituais dessa raça.

Ao mesmo tempo que expressa a pena e a dor dos escravos que sofreram saudades de sua terra natal e de suas famílias, simboliza a luta e resistência contra a opressão que sofriam.

Imagem: Anna Saar - Todos os direitos reservados.
A dança chegou a ser considerada imoral e foi proibida no início do século XIX, fazendo com que fosse praticada a escondidas pelos africanos e seus descendentes, que se expressavam através dos tambores.

O Candombe é formado por 3 tipos de tambores:
Chico: É o menor e mais agudo. É o coração do ritmo.
Repique: É o que dá ritmo e unidade ao Candombe.
Piano: É o maior e mais grave e leva a melodia do ritmo.

Para montar o ritmo deve haver, pelo menos, um tambor de cada tipo. Hoje em dia se veem grupos que saem às ruas com até 75 tambores.
Imagem: Jorgelina Canelo - Todos os direitos reservados.
Até hoje as comparsas se reúnem e saem espontaneamente às ruas de Montevideo, parando aos moradores e visitantes, que se encantam e saem para dançar ao ritmo do Candombe.

O CANDOMBE EM PARATY

Em 2007 foi criado o Grupo Ilú Ayiê, que através de seus tambores representa a cultura afro-uruguaia na cidade.

Várias pessoas, entre antigos membros e entusiastas, se reúnem espontaneamente às sextas-feiras em um Centro Cultural para praticar o Candombe, e aos domingos à tarde, em frente à Capelinha (clique aqui para ver sua localização no mapa), para tocar os tambores e sair em "llamada" (se pronuncia "chamada") pelas ruas do Centro Histórico de Paraty.

Nessa oportunidade todos saem às ruas para acompanhar a "llamada", que contagia a dezenas de pessoas.

Imagem: Anna Saar - Todos os direitos reservados.
O Grupo Ilú Ayiê ensina e difunde a cultura afro-uruguaia na cidade, sem fins lucrativos. Ao final de cada "llamada" passam o chapéu para os que desejem fazer sua colaboração. O grupo também aceita de bom grado doações para ajudar a custear as despesas de locação de espaço e manutenção dos tambores.
Se te interessa saber mais, ver fotos ou entrar em contato com o Grupo no Facebook, acesse o link clicando aqui. 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Praia do Pontal

Imagem: Anna R. Saar - Todos os direitos reservados.

No bairro do Pontal estiveram as primeiras edificações de Paraty, como a capela de São Bento, seu primeiro padroeiro, por exemplo, até que a sesmaria onde hoje se encontra o Centro Histórico foi doada para a edificação da cidade.


Imagem: Anna R. Saar - Todos os direitos reservados.

Imagem: Anna R. Saar - Todos os direitos reservados.














É a praia mais perto do Centro Histórico, separada dele apenas por uma pequena ponte perto da igreja da Matriz. Pela proximidade do Cais, suas águas podem ter vestígios de óleo das embarcações, fazendo com que não seja a mais escolhida para banho.


Igualmente é um lugar muito agradável, com quiosques que servem café da manhã, petiscos e almoço executivo. 

Nesse bairro se armam as estruturas para muitos dos eventos que se realizam na cidade, como a tenda da FLIP, do Festival da Cachaça e da Festa do Divino Espírito Santo, por exemplo.


Imagem: Anna R. Saar - Todos os direitos reservados.

Vale a pena conhecer o Forte Defensor Perpétuo, que foi construído em 1703 e onde ainda hoje se encontram restos da muralha que o cercava e canhões ao ar livre. Nele havia originalmente uma cadeia e dormitórios de soldados.
O forte está no alto do morro que divide o Pontal e a Jabaquara e está aberto para visitação de quarta a domingo, de 09:00h à 12:00h e de 14:00h à 17:00h. De aí se tem uma linda vista da Bahia de Paraty e se pode visitar o Centro de Arte e Tradição Popular, que ocupa a antiga construção.

Por trás das casinhas que se vêem no final da praia você pode fazer uma pequena trilha para apreciar melhor a paisagem e mergulhar de uma pedra (se essa pedra tem nome ainda não descobri, ha ha).


Imagem: Anna R. Saar - Todos os direitos reservados.

A Santa Casa de Misericórdia, que ainda hoje é o hospital público da cidade, se encontra no Pontal e sua construção foi concluída em 1863 e conta com uma capela.

Praia da Jabaquara

É muito frequentada pela proximidade do Centro de Paraty, do qual se leva menos de 5 minutos de carro e menos de 15 minutos à pé.
É uma praia bem gostosa, legal para ir com crianças ou se está a fim de relaxar. Suas águas são calmas, é muito rasa e à medida que você vai entrando na água, vai sentindo o fundo lodoso, já que está muito próxima do mangue.


Imagem: Anna R. Saar - Todos os direitos reservados.

Na verdade, no final da praia já se pode ver uma pequena área de mangue, razão pela qual deve ter cuidado para não "afundar" no mesmo.
Aí se concentra, no carnaval, o Bloco da Lama, muito popular na cidade.

A praia da Jabaquara é um ótimo lugar para caminhar, correr, andar de bicicleta (há uma ciclovia em toda a sua extensão) e também para praticar alguns esportes náuticos, como kayak, stand up, canoagem, etc.
Você pode alugar aí mesmo o equipamento ou contratar um passeio guiado.

O bairro da Jabaquara tem uma extensa oferta de serviços para o turista, como quiosques, pousadas e restaurantes.

Durante o dia os quiosques que considero mais gostosos são:

- "Balacobacco Beach Bar" - É o primeiro quiosque da praia. Tem sofás, espreguiçadeiras e até redes na areia. Uma delícia! Destaco o excelente serviço, com garçons experientes, extremamente atenciosos e a boa comida. Dá para ir tomar um açaí na tigela, comer um petisco com uma cervejinha ou mesmo almoçar.


Imagem: Anna R. Saar - Todos os direitos reservados.

Aí mesmo você pode fazer uma massagem relaxante com a Lu ou com o Fabrício. Na baixa temporada você encontra a tenda deles nos finais de de semana e na alta temporada, todos os dias, à partir das 11h. Quer algo mais terapêutico que isso?


Imagem: Anna R. Saar - Todos os direitos reservados.

- Rebordosa - Tem um ambiente legal e boa música. O bolinho de bacalhau daí é uma delícia!
Servem água de coco, o que, por incrível que pareça, não é tão fácil de encontrar por aqui.


Imagem: Anna R. Saar - Todos os direitos reservados.
Imagem: Anna R. Saar - Todos os direitos reservados.

Quase sempre você encontra a tenda da Lu e do Fabrício aí também. Eles se revezam entre os 2 quiosques.

- Harpazo - Destaco este quiosque pelos pratos executivos. Ele é bem simples, mas tem uma comida caseira super gostosa e por excelente valor! Em outubro de 2013 os pratos estão à partir de R$15,00 e vêm muito bem servidos. Se quiser gastar menos e não fizer questão do serviço de mesa, pode pedir uma quentinha, que sai uns Reais mais barata, e comer na praia.

Imagem: Anna R. Saar - Todos os direitos reservados.
- La Luna - É considerado mais como um restaurante que como um quiosque mesmo. O ambiente é bem agradável e serve pratos elaborados com carne argentina, como o delicioso "bife de chorizo".

Imagem: Nuno Antunes - Todos os direitos reservados. http://www.montedalua.com/gallery

Desfruta!
Imagem: Anna R. Saar - Todos os direitos reservados.